E a chuva molhando meu signo, meu chácara. O início e o fim de todos os meus desesperos e de toda a minha guia.
Caindo com a fúria dos amantes desesperados que lançam seus corpos ao abismo do beijo no cerne da carne.
Caindo sobre o meu telhado que não abro para que entre a chuva. A minha alma de telhado foge para o olho do redemoinho de vento, mas volta correndo abrigada no quarto que a acolhe seca. Volta porque quer aconchegar-se na normalidade de todos os sóis e das chuvas revoltas por detrás da janela.
Fica-me o cheiro frio, que não é de barro no meio de tanto concreto erguido.
Fica a chuva caindo no berço de quem nasceu para morrer de frio e a terra molhada em algum lugar, que não meus pés.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
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