domingo, 19 de julho de 2009

Altar

Ela entrou vestida de branco. Diziam-na noiva.
Cada passo era tão aveludado que diriam pisar em nuvens.
Sustentou o olhar num ponto fixo para não cair.
Quase tropeça, mas segue soberba.
As sobrinhas de tranças
Os pajens, nem lembrava mais os nomes.
Um salto alto
Branco
Um salto para o alto, donde não media chão.
Para que chão? Um tapete vermelho era quase tudo
Tudo eram os ornamentos de margaridas e floresinhas do campo.
A felicidade despencada na nave tão próxima... e ela já voava
Todos eram formiguinhas... um séquito?
Algo assim
Faltava-lhe a coroa.
Chegada ao altar, Jorge.
Piscou os olhos, quase borrando a maquiagem,Voltou ao chão, respirou fundo e casou-se.

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